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Quem somos e como viemos ao mundo

Quem somos: eu e a escrita.

As vezes nomear as coisas organiza o caos. Acho que a única coisa na qual não consigo aplicar essa teoria se refere a mim mesma. Cada vez que me descrevo encontro um fio emaranhado e lá vai eu outra vez tentar arrumar as coisas. Com um pouco de maturidade comecei aceitar o fato que esse caos não é tão ruim. Eu sou um caos de sentimentos. Eu tenho a mania de sentir a minha dor e a dor dos outros, as vezes me aproximo tanto que a dor do outro é minha também, isso me fez ser médica, mas descobri que ser médica as vezes me faz querer sentir com menos intensidade mas isso é outra história. Sou uma romântica, casada com um Príncipe, fui abençoada com esse amor , que é meu suporte, meu porto seguro. Sou filha do Deus vivo, que mesmo nas minhas falhas me sustenta, que me ampara nas tempestades, que me buscou em meio a escuridão que eu era. Foi nessa escuridão que a escrita começou, era a vida que eu sonhava que desabrochava nas linhas, hoje eu tenho as rédeas ou melhor tento entrega-las a Deus e sua vontade boa perfeita e agradavel. Que me amou quando eu era um erro, um desastre completo e me salvou de mim mesma.


Como eu vim ao mundo?


Sabe quando o dia não faz sentindo,  você luta contra a necessidade ou melhor contra seu instinto de fuga. Fomos treinados para abandonar experiências dolorosas ou ruins, o ego diz: Saia discretamente pela porta dos fundos e depois só pare de correr quando estiver seguro. 

Você repete para si mesmo "sossegue, você só precisa de uma pausa para respirar" 

Assim que nasce esse blog , sem nenhum pretensão de saber português. Sem querer qualquer atenção. Só um suspiro até sexta - feira, para reencontrar o caminho, acarinhar a própria alma, para não sucumbir a rotina. 




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